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Creepypasta: Possessão

Começou com uma dor de cabeça forte, que quase me deixava cega com tanta dor, os médicos disseram que era enxaqueca, me medicaram e me mandaram para casa. Os remédios faziam efeito dias sim, dias não. Mas de um jeito ou de outro, a dor já não era tão intensa. Depois dessa crise de enxaqueca vieram os sonhos estranhos, e um calor de como se me corpo estivesse pegando fogo, os médicos disseram que era apenas efeito colateral dos remédios. Então de repente tudo parou, e eu não senti mais nada, nem dor, nem o calor ou qualquer tipo de emoção. Era como se houvessem tirado a alma do meu corpo.
Fora toda a loucura da dor extrema, e depois ausência dela, outras coisas aconteceram. Coisas que passei a vida toda dando explicações racionais, e me convencendo que não havia nada de sobrenatural naquilo. Como coisas caindo do nada, meu gato encarando o nada na parede, ou luzes piscando, eu sempre tive uma explicação lógica para tudo isso, e aposto que você também tem, mas eu lamento informar, que sua explicação é errada.
Depois que as coisas começaram a ficar fora de controle, como luzes explodindo e vultos que pareciam me perseguir, larguei todas as explicações lógicas e procurei uma igreja, uma não, várias, mas ouvi várias e várias vezes que eram apenas coisas do meu imaginário, que eu estava assistindo muitas séries de TV. Somente um padre aceitou conhecer minha casa, e tentar tirar o quer que fosse que estava lá. Ele chamou outras pessoas e eles fizeram um monte de coisas estranhas, e que provavelmente você já viu ou leu na deepweb. E no final, eles me deram a certeza de que não havia mais nada lá, me disseram que eu poderia voltar sem medo algum. E eu voltei.
Nos primeiros meses realmente estava tudo normal, as coisas já não caiam mais, as luzes nem piscavam e eu não via vulto algum me perseguindo. Mas depois de um tempo, hematomas roxos começaram a surgir pelo meu corpo, e pesadelos com o inferno se tornavam cada vez mais constantes, e o meu relógio volte e meia se encontrava parado num mesmo horário: 03:00 da manhã. Eu não sei dizer como, mas eu tinha a certeza que o quer que fosse que tinha sido espantado pelo padre e seus amigos estava de volta, e dessa vez, ele não iria embora tão cedo. Quando eu chamei o padre para vir o expulsar daqui, ele decidiu vir sozinho, pois acreditava que era apenas um espírito de mau humor, e que daria conta sozinho, infelizmente ele estava errado.
Quando o padre chegou, ele preparou todo seu ritual de expulsão e me pediu para ficar e ajudar, eu o obedeci. Então mais uma vez a cena de um filme de terror se repetiu, e eu vi o demônio jogar o padre contra a parede tantas vezes até ele não conseguir levantar mais. Eu o vi segurar o padre pelo pescoço e o sufocar até seus olhos se revirarem, eu ouvi o padre fazer baixinho uma reza, e por fim morrer.
Então, um sentimento de poder me domina, e senti algo mau queimar minhas entranhas e minhas vistas escurecerem. Quando acordei me sentia presa, e realmente estava, presa dentro de mim mesma, dentro da minha mente. Eu vi e ouvi todas as mortes, todo o mau que o demônio causou, eu vi tudo através dos meus olhos, porque ele nunca esteve na casa, mas sim sempre em mim. E todas aquelas dores, e hematomas, e veias saltando mostram que meu corpo está apodrecendo e logo essa casca não irá mais servir, e ele terá que arranjar outra casca, possuir outro alguém. Tome muito cuidado, pois ele pode escolher você.


C. M. De Lima

Creepypasta: A carta de Myers

Depois que me formei na faculdade de cinema, havia decido viajar por aí conhecendo locais onde gravaram meus filmes favoritos, boa parte desses lugares já nem existiam mais, mas eu encontrei a velha casa que usaram num dos filmes de “Halloween”. Fui até lá, e só de passar pelo portão senti um arrepio, e podia sentir que Myers me observava. Depois de caminhar um pouco pela casa, achei um envelope no que seria o quarto de Myers e dentro havia uma carta que dizia:
“Vocês criaram várias histórias a meu respeito, fizeram filmes e livros sobre mim, mas nunca souberam mostrar com verdade o que eu realmente fazia, todo o prazer que sentia, e o quanto eu ainda poderia ser mais cruel do que a mente humana é capaz de imaginar. Alguns dizem que devo ter algum tipo de pacto com o diabo, outros acreditam que eu sou o próprio, e qual é a verdade? A verdade está no meio dessas duas teorias.
Li, e vi diversas vezes que sou o que chamam de assino em série, que tenho “distúrbio de múltipla personalidade”, e é por isso que quando cometi toda aquela chacina e não me lembrava de nada e depois aos poucos me perdi numa das minhas personalidades, a mais cruel de todas. Mas a verdade é que nunca tive uma personalidade além dessa, eu nunca me esqueci de quem sou, e da chacina que fiz, e faço nas noites da halloween. Eu simplesmente sei disfarçar muito bem, ou pelo menos sabia.
Pelo que já vi por ai acreditam que eu só apareço nas noites de halloween, e embora essas sejam minhas noites favoritas, eu estou todas as noites por ai, observando cada um de vocês, seus hábitos, seus costumes, suas rotinas, as vezes é tudo tão tedioso, que eu não me aguento e acabou matando um ou outro. A culpa não é minha se vida de vocês é um saco.” – Pude sentir um arrepio correr todo meu corpo depois de ler esse trecho, nessa hora eu já olhava para todos os lados, e me perguntava se aquilo era alguma brincadeira ou coisa do tipo. Depois de respirar fundo e recuperar a coragem continuei lendo.
“E qual meu pretexto para matar alguém? Ah, nenhum. Não tenho preconceitos, tenho apenas o desejo de ferir, de matar. Apenas o desejo de ver alguém perder a vida por facadas, ou vários golpes com um pedaço de madeira ou taco de beisebol, ou então sendo estrangulada até a morte. Ah, mas nada supera o prazer que uma faca te traz, aquela sensação de ver a lamina perfurar a pele, a pessoa então, te olhar desacreditada, e você pode ver o desespero em seus olhos, então você enfia a faca de novo e de novo até a pessoa não se mexer mais, até seu coração dar a última batida, até ela enfim morrer.
A máscara esconde mais que minha feiura, mais que o assassino cruel, mais do que qualquer coisa que digam a você num filme ou livro. A máscara esconde minha identidade, e me permite ser qualquer um, inclusive você. A máscara é mais que algo para tornar todo mais assustador, a máscara é para você lembrar de mim toda vez que ver alguém com uma igual e se perguntar “ será que é ele? ”, e sentir um arreio na espinha ao se perguntar se pode ser eu ou não. Afinal você sabe do que sou capaz, e que se for eu a te observar, provavelmente você não sobreviva até a noite de halloween acabar.
Eu sempre estarei a te observar, e sempre estarei a um passo de matar você. E não acredite nos que os filmes, eu sou ser muito mais cruel do que eles dizem.
Michael Myers.”
Quando terminei de ler, estava em estado de choque, eu mal conseguia me levantar de onde tinha sentado, então caminhei até a porta, que para minha surpresa estava trancada, nesse momento meu corpo congelou, e eu pude ouvir aquela respiração. Ele estava atrás de mim, e eu não tinha para onde fugir.

C. M. De Lima

Creepypasta: Jack Estripador - Parte 1

As vezes me pergunto como foi que tudo isso começou, quer dizer, eu era uma pessoa normal até ler aquele diário... por que diabos eu fui fazer isso? Haviam avisos para não fazer e ainda assim, eu os ignorei completamente, mas de certa forma, eu não poderia dizer que me arrependo de algo, até porque se fosse o caso, não teria finalmente começado a viver.. apesar de que aparentemente, minha nova vida está para acabar..
Para aqueles que estão se perguntando sobre o que diabos eu estou falando, vou lhes responder isso mais a frente, por hora, vou me apresentar. Meu nome é Jack, só Jack, é o suficiente para vocês, eu costumava ser um estudante comum com uma vida medíocre, estudando em uma escola medíocre, e trabalhando em um emprego medíocre, era realmente medíocre, assim como você que esta lendo isso. Não me leve a mal, não é que eu queira te ofender, mas cá entre nós, eu sou bem melhor do que você já que diferente de você eu realmente vivo e não sou apenas um robô programado para seguir uma rotina escrota.
E bom, agora vou contar sobre o que estão realmente querendo saber, como tudo começou e como dei continuidade para uma lenda, que por acaso, era a minha preferida. Algumas semanas atrás, encontrei um blog onde relatavam a existência de um suposto diário antigo, onde eu poderia encontrar informações que nunca foram divulgadas. Resolvi então ir a biblioteca publica, era o meu lugar preferido, apesar de o prédio ser meio assustador e o lugar não ser dos melhores, mas pra ser sincero, me sentia em casa lá. O único bibliotecário que trabalhava lá se chama Morrison, é um senhor já de idade que assim como o prédio, parece ser assustador mas que na realidade é uma boa pessoa. Chegando lá, fui logo falar com o Sr. Morrison perguntando se ele conhecia algo sobre o tal diário, mesmo tendo a chance de ele nunca ter ouvido falar sobre o diário, resolvi arriscar já que ele sabia praticamente tudo relacionado a lenda. Em primeiro momento, ele negou saber algo sobre e disse que eu não deveria levar a sério coisas escritas na internet, que provavelmente era o artigo de alguém que queria apenas atenção, mas isso não me convenceu e então resolvi pressiona-lo e isso acabou dando certo, ele me confessou que já tinha visto o tal diário, mas que nunca tinha o lido, pois ele sentia um pavor indescritível ao tentar abri-lo. Isso fez com que minha vontade ficasse ainda maior, eu definitivamente precisava daquele diário, depois de muita insistência da minha parte ele acabou me confessando onde eu talvez pudesse achar o que procurava e então me passou o endereço de um lugar que nunca tinha ido, mas que já tinha ouvido falar sobre. Diziam que lá costumava ser a biblioteca pública, mas que devido a estranhos acontecimentos, o prédio acabou sendo fechado com vários livros ainda lá dentro.
Indo até o lugar, notei que precisaria invadir para poder ter acesso, e foi o que fiz, com uma certa dificuldade, mas consegui entrar no prédio. Lá dentro, comecei a me sentir estranho e por vezes, enquanto andava, parecia que tinha algo me chamando ali. Apesar da escuridão que estava, o prédio como era muito antigo e estava abandonado a um bom tempo, tinha telhas faltando, e pela luz da lua que ali entrava, dava pra ver bem as coisas, e entre as estantes de livros tinha uma em especial, que estava iluminada, parecia um sinal de que o diário estava ali, então depois de revirar ela toda, tudo o que ganhei foi uma grande frustração por não ter encontrado nada. Acabei me sentando no chão e então escorando a cabeça na estante que estava atrás de mim, fiquei um tempo ali sentado rindo de mim mesmo por acreditar que eu conseguiria achar o que procurava ali, e então resolvi levantar, mas quando fui fazer isso, me senti estranho, como se algo estivesse me segurando ali, apesar de estranha a sensação não era algo ruim, era algo que me parecia familiar, então de repente, a sensação sumiu e eu consegui me levantar e ao fazer isso, acabei batendo o ombro em um dos livros que estavam na estante atrás de mim, e o mesmo caiu, ao me abaixar para pega-lo mal pude acreditar no que via, era o diário, o diário que eu estava procurando, ao toca-lo, minha visão escureceu e eu apaguei, quando minha consciência retornou, eu já não estava no prédio, mas sim em casa, deitado na cama.
Fiquei me perguntando se aquilo tinha sido um sonho, mas realmente não parecia um sonho porque eu realmente me lembro de tudo o que fiz, menos de ter ido pra casa, de toda forma, tive a confirmação de que não era um sonho quando vi o diário em cima da mesa, ao lado de meu notebook. Mas se aquilo não havia sido um sonho, o que diabos aconteceu depois que toquei no diário? Como eu acordei na minha casa? A ultima coisa que me lembro era de minha visão escurecendo e então eu... Mas que droga é aquilo? Me dei conta de que ao lado do diário, havia uma navalha, tipo aquelas de barbeiros antigos, eu nunca tinha visto aquilo antes então não tinha a minima ideia do porque ela estava ali. Quando cheguei mais perto, pude notar que o cabo se assemelhava muito a capa do livro que tinha algo escrito também, como uma gravação e esse algo era.. era o meu nome, estava escrito Jack no cabo da navalha. Eu não estava entendo o que estava acontecendo, parecia uma grande loucura e a essa altura eu realmente não tinha certeza sobre o que era real ou não e principalmente sobre o que tinha acontecido.



Bom galera, eu vou terminar a parte um por aqui, era para ser uma história de uma única parte, mas acabou que minha criatividade fez a história ficar bem maior, então vou dividi-lá em algumas partes. Espero que tenham gostado da primeira, e que se interessem em ler as continuações. Um grande abraço.
Tio Caue.

Halloween - Qual a verdadeira história?

Olá meu querido povo de Goku! Tudo bem com vocês? Hoje nós inciamos nossos posts de halloween por aqui, durante toda essa semana teremos post com esse tema, serão creepypastas (autorais), indicação de filmes e talvez algumas lendas. Para começar bem essa semana, vamos partir de qual a verdadeira história do Halloween?



No segundo milênio a.C... haviam povos conhecidos como povos Celtas, e esses povos costumavam celebrar no dia 31 de Outubro de todos os ano o Samhain, que significava o fim do verão e o inicio dos tempos de colheita em seu calendário. Eles acreditavam que durante esse dia havia uma ligação entre os vivos e os mortos e assim poderiam de certa forma se "comunicar" com aqueles entes queridos que já se foram. E para se "comunicar" com tals entes eles celebravam com alegria aquele dia, com muitos doces, bolos, e etc, também eram acendidas fogueiras para guiar os espíritos perdidos para o "outro lado".
O motivo das fantasias vem da crença de que alguns espíritos eram maldosos e usariam de truques para fazerem maldades com os vivos e nesse plano. Então, com o passar do tempo as pessoas começaram a se fantasiar com máscaras, capas, e afins, para "enganar" os espíritos e assim os impedirem de fazerem alguma maldade com os mesmo.
As abóboras eram usadas com caras feias e velas dentro para espantar os maus espíritos e duendes que pudessem tentar aprontar alguma coisa. Depois de algum tempo surgiu a lenda do Jack O’Lantern que trouxe essa "tradição" de lanternas de abóboras ainda mais a tona. (Irei falar dessa lenda num próximo post)
Doces ou travessuras surgiu devido ao costume chamado "Souling" onde as pessoas saiam a noite batendo de porta em porta pedindo "Soul cakes" ou "bolos de almas", a cada bolo que ganhasse a pessoa deveria fazer uma oração para que a alma do ente falecido encontrasse o caminho do céu. Quando a tradição chegou aos EUA, as "travessuras" foram acrescentadas a tradição, e não achei nada que falasse sobre sua origem.

Viu gente? Halloween tem nada de coisa demoníaca! Não é porque uma crença seja diferente da nossa que ela é do mal né? 

Espero que tenham gostado! 
Com carinho, Carol.



Teaser 3

Teaser 3
- Gostaria de saber como consegue continuar me seguindo mesmo presenciando as atrocidades que cometo.. Acho que deve ter algum problema sério para ser capaz de não ter medo, Mas de toda forma, não é tão ruim, já que tenho alguém com quem conversar, ou pelo menos com quem falar, já que você nunca me responde. Bem, mas chega de conversa, tenho pessoas para salvar e algumas para me alimentar, digamos assim, vamos ver até quando você vai continuar me seguindo.



Teaser 2

Teaser 2
[...] - Quando finalmente encontro algo que me faça bem, você acaba morrendo.. Sera essa o meu castigo? Quer dizer, para cada pessoa que eu salvo, alguém de quem começo a gostar acaba morrendo. Seria Deus tentando me punir? Talvez essa praga seja um castigo divino. [...]

- Ainda esta aqui? Vejo que não tem medo de mim ou talvez apenas seja curioso o suficiente para ignorar o medo e ficar.. seja qual for a sua verdade, espero que saiba que no fim, vai acabar como todos os outros, ou morrendo pela doença, ou pelas minhas mãos. Mas se acabar morrendo pelas minhas mãos, fique tranquilo pois seu cadáver terá muita utilidade para mim.